terça-feira, 19 de julho de 2011

Tão intenso

  Ela chegou em casa, deitou na cama e, ao fechar os olhos, podia sentir perfeitamente aquelas mãos ainda acariciando seu corpo enquanto os olhos corriam acompanhando-as, sentia a aproximação ao seu ouvido daquela boca que dizia coisas tão loucas e excitantes, seu corpo arrepiado com uma sensação que se espalha aos poucos da nuca aos pés; seu coração disparado. É tudo tão intenso que parece ser real só de lembrar e relembrar. 
  No início ela estava certa de que era passageiro, não se entregou. Depois ela era a o rato na ratoeira, totalmente enganada, estava ali com o queijo na mão mas sem nenhuma escapatória. Era tudo tão intenso em tão pouco tempo, que ela tinha medo do que estava por vir. 
  De repente ela percebeu que de nada mais adiantava relutar pois o que era mais temido havia se tornado real e ela, que se julgava destemida, estava ali completamente boba e surpresa sem saber o que fazer. É algo novo, repentino, inesperado, prazeroso e assustador. É tudo tão intenso que ela se tornou mais inconsequente e não pensa em parar. Vai embora sempre querendo voltar, nega coisas querendo aceitar.
  Ela chega em casa, deita na cama e começa lembrar, sorrir e chorar. É tudo tão intenso que os sentimentos se misturam frequentemente. É tudo tão intenso que ela não quer mais parar.

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